sexta-feira, 23 de outubro de 2026
SAÚDE

Cuidados com crianças nos dias quentes em Iranduba: veja como prevenir desidratação e insolação

Em Iranduba, os dias quentes exigem cuidados redobrados com crianças e bebês. Saiba como organizar a rotina, proteger a pele, evitar a desidratação e reconhecer sinais que indicam a necessidade de atendimento médico.

Os dias de calor intenso exigem atenção especial de pais, mães e responsáveis por crianças em Iranduba. As altas temperaturas podem favorecer desidratação, queimaduras solares, mal-estar e doenças relacionadas ao calor, principalmente quando a criança passa muito tempo ao ar livre, pratica atividade física ou permanece em ambientes abafados.

Crianças pequenas e bebês precisam de cuidado redobrado porque podem ter mais dificuldade para comunicar sede, desconforto ou sintomas de fraqueza. Por isso, a prevenção deve fazer parte da rotina, com oferta frequente de líquidos, proteção contra o sol, roupas leves e pausas em locais frescos e ventilados.

O Ministério da Saúde considera crianças um dos grupos mais vulneráveis durante períodos de calor extremo. A orientação geral é observar o comportamento da criança e procurar atendimento quando houver sinais persistentes ou intensos.

Hidratação deve ser oferecida ao longo do dia

Nos dias quentes, a criança perde mais líquido por meio do suor e da respiração. A hidratação, portanto, não deve ficar restrita aos momentos em que ela pede água. Adultos responsáveis devem oferecer líquidos em intervalos regulares, especialmente antes, durante e depois de brincadeiras ou atividades físicas.

Para crianças que já consomem água, a bebida deve estar disponível ao longo do dia. Frutas com maior quantidade de água também podem fazer parte da alimentação, conforme os hábitos da família e a orientação do profissional que acompanha a criança.

Bebês em fase de amamentação devem seguir as orientações do pediatra ou da equipe de saúde. A introdução de água, sucos ou outros líquidos não deve ser feita por conta própria. Em caso de dúvidas sobre alimentação e hidratação de crianças pequenas, a recomendação é buscar orientação na unidade de saúde ou com o pediatra.

Refrigerantes, bebidas muito açucaradas e produtos com cafeína não são boas opções para substituir a água. Além de não resolverem adequadamente a hidratação, podem contribuir para o consumo excessivo de açúcar. Em situações de vômitos ou diarreia, o responsável deve procurar orientação profissional sobre a necessidade de soluções de reidratação e outros cuidados.

Como identificar sinais de desidratação

A criança desidratada pode apresentar boca seca, fraqueza, sonolência, irritabilidade, tontura, redução da urina ou choro com poucas lágrimas. Em bebês, mudanças no comportamento, menor disposição para mamar e fraldas menos molhadas também merecem atenção.

Um único sinal não permite confirmar a causa do mal-estar, mas a combinação de sintomas ou a piora progressiva exige avaliação. Crianças com febre, vômitos, diarreia, doenças crônicas ou dificuldade para ingerir líquidos precisam ser observadas com cuidado, pois podem perder água mais rapidamente.

Se a criança estiver muito abatida, confusa, desmaiada ou não conseguir beber, o responsável deve procurar atendimento de urgência. Em uma emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pode ser acionado pelo número 192.

Evite o sol forte e organize os horários

A exposição direta ao sol deve ser reduzida nos períodos de maior radiação. A recomendação do Ministério da Saúde é evitar, sempre que possível, a permanência ao sol entre 10h e 16h. A Sociedade Brasileira de Pediatria também orienta que crianças permaneçam pelo maior tempo possível na sombra durante atividades prolongadas ao ar livre.

Em Iranduba, passeios, brincadeiras, atividades esportivas e idas a balneários devem ser planejados para os horários mais frescos, como o início da manhã e o fim da tarde. Mesmo nesses períodos, o calor pode continuar elevado. Por isso, é importante fazer pausas, oferecer líquidos e observar sinais de cansaço.

Guarda-sol, árvores, coberturas e ambientes ventilados ajudam a reduzir a exposição, mas não eliminam a necessidade de outros cuidados. A sombra deve ser combinada com roupas adequadas, chapéu ou boné e protetor solar quando indicado para a idade.

Proteção da pele e uso do protetor solar

A pele das crianças é sensível e pode sofrer queimaduras rapidamente. O protetor solar deve ser escolhido de acordo com a faixa etária e aplicado conforme as instruções do rótulo. O produto precisa ser reaplicado depois de entrar na água, após secar a pele com toalha, depois de transpiração intensa ou conforme a recomendação do fabricante.

Em crianças menores de 6 meses, o uso de protetor solar deve ser discutido com o médico. Nessa faixa etária, a principal proteção é evitar a exposição direta ao sol, usar roupas apropriadas e manter o bebê em local protegido.

O protetor solar não substitui a sombra, o chapéu e as roupas que cubram adequadamente a pele. Também não impede a ocorrência de insolação, como alerta a regulamentação sanitária brasileira. Por isso, a criança não deve permanecer por longos períodos ao sol apenas porque recebeu o produto.

Queimaduras, vermelhidão intensa, dor, bolhas ou irritação importante precisam ser avaliadas. Não é recomendado estourar bolhas nem aplicar medicamentos ou produtos caseiros sem orientação de um profissional de saúde.

Roupas leves ajudam o corpo a perder calor

Roupas leves, folgadas e de cores claras favorecem o conforto térmico. Tecidos que permitam a circulação de ar são mais adequados para os períodos de calor. Bonés e chapéus com boa cobertura também podem proteger o rosto, a cabeça e o pescoço.

O excesso de roupas deve ser evitado, especialmente em bebês. Cobrir a criança com mantas, panos ou peças pesadas em ambientes quentes pode dificultar a perda de calor. No entanto, a escolha da roupa deve considerar o ambiente, a idade e o estado de saúde da criança.

Também é importante verificar a temperatura de quartos, salas e veículos. Ambientes fechados, sem ventilação ou expostos diretamente ao sol podem ficar muito mais quentes do que o exterior.

Cuidados em piscinas, rios e balneários

O calor costuma aumentar a procura por piscinas, rios e outros locais de banho. Nesses ambientes, a supervisão deve ser constante e feita por um adulto que esteja próximo, atento e capaz de agir rapidamente. Boias e outros equipamentos não substituem a vigilância.

Além do risco de afogamento, a criança pode passar tempo demais na água e continuar exposta ao sol sem perceber. É necessário estabelecer pausas para hidratação, alimentação leve, descanso e reaplicação do protetor solar.

Os responsáveis também devem verificar as condições de higiene do local, orientar a criança a não engolir água e evitar o compartilhamento de objetos pessoais. Após o banho, é importante secar bem a pele e trocar roupas molhadas quando houver desconforto ou exposição prolongada ao vento.

Brincadeiras e atividades físicas precisam de pausas

Atividades intensas em dias muito quentes podem levar à exaustão e aumentar o risco de mal-estar. Brincadeiras devem ser intercaladas com períodos de descanso em área fresca e protegida. Crianças que praticam esportes precisam receber líquidos antes, durante e depois da atividade, sem esperar que a sede apareça.

Se a criança apresentar dor de cabeça, tontura, fraqueza, náusea, cãibras, respiração acelerada ou comportamento incomum, a atividade deve ser interrompida. O responsável deve levá-la para um local fresco, retirar o excesso de roupas e observar a evolução dos sintomas.

O Ministério da Saúde alerta que a insolação é uma condição grave, que pode ocorrer após exposição prolongada ao calor ou ao sol. O quadro pode incluir pele quente, temperatura elevada, confusão mental, desmaio, convulsões e dificuldade para respirar.

Sinais de alerta exigem atendimento rápido

A presença de confusão mental, desmaio, convulsão, dificuldade para respirar, fraqueza intensa, vômitos repetidos ou temperatura corporal muito elevada requer atendimento médico imediato. Esses sinais podem indicar um quadro grave relacionado ao calor.

Enquanto aguarda ajuda, a criança consciente deve ser levada para um ambiente fresco, ventilado e protegido do sol. Roupas em excesso podem ser retiradas, e compressas frias podem ser usadas com cuidado. Não se deve oferecer líquidos a uma criança desacordada, confusa ou com dificuldade para engolir, devido ao risco de engasgo.

Em casos de emergência, o responsável deve ligar para o 192 ou procurar o serviço de pronto atendimento mais próximo. A avaliação profissional é necessária para determinar a gravidade do quadro e o tratamento adequado.

Cuidados simples devem fazer parte da rotina

Prevenir problemas nos dias quentes depende de medidas práticas: oferecer água regularmente, manter a criança em locais ventilados, reduzir a exposição ao sol forte, usar roupas leves, proteger a pele e limitar atividades intensas nos horários de maior calor.

Também é importante que os adultos observem mudanças de comportamento. Crianças pequenas nem sempre conseguem explicar que estão com sede, tontura ou calor excessivo. A atenção dos responsáveis é essencial para interromper a exposição antes que o mal-estar se agrave.

As orientações são gerais e não substituem a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de dúvida, especialmente quando a criança é bebê, tem doença crônica ou apresenta sintomas persistentes, a família deve procurar a unidade de saúde de referência em Iranduba.